domingo, 28 de dezembro de 2008

A Vida Segundo Charles Chaplin


"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando....E termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?"
***
Analisando este texto, à primeira vista é, sem sombra de dúvida, engraçado, nos mostra que nossa faixa etária é sempre mais feliz do que a que está à nossa frente e que nos damos conta disso sempre quando já não pertencemos a ela. Contudo, esse texto mostra que muitas pessoas encaram o ato de envelhecer como uma tragédia, mas será que ele é tão trágico assim?
Pode ser que sim, pode ser que não, mas o mais certo é: quem sabe? Isso depende muito do ponto de vista. Para quem não sabe aonde vai, isso deve ser um problema a ser resolvido, se é que se importa com esta questão de “para onde vou quando a vida me deixar ao expirar?”.
Já pensastes em que lugar vai passar a eternidade? Ou sabes para onde foi aquele amigo, tio, vizinho, avô, que morreu? Talvez já pensastes se os encontrará quando fores - se é que já pensou que um dia terá de morrer.
Talvez as pessoas devessem discutir isso mais abertamente, assim, elas poderiam abrir mais suas mentes para algo que as atinge e que mais cedo ou mais tarde, teremos de encarar pessoalmente e ver que o que realmente interessa não é saber o tempo que nos resta, mas sabermos para onde vamos.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

“Feliz Natal e um Próspero Ano Novo”


“Feliz Natal e um Próspero Ano Novo”
Nessa época do ano é comum ouvir essa frase por todos os lados: supermercados, centros comerciais (que muitas pessoas insistem em chamar de shopping center, calma! Eu não sou um cético antiamericanista, mas existem palavras no nosso idioma que caem perfeitamente para designar uma invenção dos gringos, se é que foram eles que inventaram), entre roda de amigos, etc. Mas de que adianta tu desejares o bem e a paz para todos se no resto do ano queres passar por cima do cadáver alheio?
Não quero tirar o direito de ninguém de desejar o bem aos outros, muito pelo contrário, quero que façam isso o ano todo e não só por causa do espírito natalino, eu escrevi espírito natalino? O que é isso? Um ar de paz e harmonia trazido por um velho num trenó? Não! Esse espírito é capitalista, estou falando de uma vontade que nos faz desejar o ano inteiro que seu fim chegue.
Durante as datas festivas as pessoas se abraçam, desejam mutuamente para o ano seguinte o bem, a paz, saúde, blá, blá, blá... Estou sendo sarcástico porque as pessoas enganam tão bem a si mesmas que me causa indignação e risos ao mesmo tempo, por que elas não fazem isso o ano inteiro?
Continua...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Primeira Postagem


Oi!
Desculpe meu modo não muito exuberante de me apresentar, não sou o tipo de pessoa que fala (ou escreve) muito, ainda mais num blog cujo número de acessos é incerto - Permita-me dizer que é incerto para eu dar a mim mesmo uma esperança de que isto vai ser acessado por uma quantidade enorme de “blogueiros” (é assim que se chama que tem blog, né?). É que eu tenho esse costume de ver tudo pelo lado positivo. Na verdade, um otimista não passa de um pessimista mal informado – e de qualquer modo eu sou mesmo um tanto rústico. (Definam rústico da maneira que quiserem, não vai fazer diferença pra mim, até porque tu estás entendendo algo do que lês?).
Não sei como achastes este blog, esta página, este texto... -indicação de alguém? Achou no meu orkut? Ou escreveu qualquer coisa no navegador e veio parar aqui? Mas de qualquer forma estás diante de um texto escrito às 20h 30 min do dia 25 de dezembro de 2008 por um jovem de 18 anos que sem ter mais o que fazer foi inspirado a criar um blog por outras pessoas que talvez nunca vão ler o que estou escrevendo.
Se tu chegaste até este parágrafo é porque demonstrastes algum interesse, logo, me sinto obrigado em falar a meu respeito. Sou uma pessoa cujos problemas vê com total confiança no futuro que a maioria das pessoas chamam de Destino e eu chamo de Deus! Não gosto de filosofia barata que muitas pessoas ignorantes chamam de intelectualismo e eu digo que é enchimento de linguiça (repare que eu não coloquei tremas no U para ir me adaptando às novas regras da nossa língua. Regras que eu julgo estúpidas. Como pode um país de terceiro mundo querer reformar sua língua se sua população não a cultua?).
Voltando ao assunto em questão: “Quem sou eu?”. Gostaria de lhes dizer (reparem que eu escrevi LHES, no plural! Espero que o número de leitores também se pluralize) que gostam de discutir com as pessoas os temas que elas mais evitam, falar sobre o que é inevitável, mas infelizmente elas têm fugido desses assuntos. Quer saber de um deles? A Morte!
É incrível como as pessoas não gostam de falar sobre temas que afetam a todos, elas preferem discutir futebol, política, sexo (drogas e rock and roll!), etc. Temas nem todos podem opinar. Eu já tive que lidar com a morte, acredito eu que quem está lendo este texto também. Mas este não é o tema deste texto, então postarei mais tarde outro texto sobre a minha visão dela - estarei aberto a debates, é claro!
Já deves estar pensando que eu sou louco, tudo bem, todos pensam isso de mim quando me vêem pela primeira vez. (Permita me descrever o comentário de um colega no seu primeiro dia de aula na minha classe no terceiro ano do Ensino Médio quando eu perguntei a ele sobre qual a primeira impressão que ele teve de mim alguns meses depois que ele chegou. Eis a resposta: “Bah, pensei que tu fosses meio psicopata [...]”).
Se tu achas que eu fugi muito do contexto inicial, podes comentar, fique à vontade, o que eu quero saber mesmo é aonde eu vou chegar com isso. O que sei é que hoje é Natal, dia em que se comemora o nascimento de Cristo e o do meu Blog.

Até mais