
“[...] Como mentem, não consigo perdoar
E atualmente a misericórdia perfura profundamente
Se o mundo fosse como deveria
Talvez eu conseguisse dormir um pouco
E quando me deito
Sonho que somos melhores
Os padrões se vão e os rostos brilham.
Quando acordamos odiamos o próximo
E ainda nos esforçamos para machucar uns aos outros
Às vezes posso fechar meus olhos
E todo medo que me mantém calado
Cai sob minha dificultada respiração
O que me torna tão mal resolvido?
Todos têm a chance de matar
Todos sentem a necessidade de um milagre
E ainda queremos lembrar
Que a dor vale o despojo
Às vezes quando perco o controle
Fico imaginando o que fazer sobre o céu
Todas as vezes que pensei em chegar lá em cima
Todas as vezes que tive que ceder[...]".