sexta-feira, 10 de julho de 2009

Agonia

Este lugar é horrível quando chove, a dor parece insuportável. O tempo parece não passar e com o decorrer do mesmo, a angústia de estar em um espaço morbidamente exaustivo só amplifica o (quase) incontrolável desejo de deixar tudo para trás e nunca, jamais voltar...

sábado, 4 de julho de 2009

A casa e o tempo (lá fora)


O tempo é um círculo

Que um dia se fechará

Por onde passa

Deixa suas marcas

Lá fora

Um dia acabará

E só Deus sabe

Onde vai ''parar''


Preso numa casa

De cômodos vazios

Recheada de portas

Que levam ao nada

Aposentos que não se repetem

(casa infinita)

E

Lá fora...

(que nunca vai acabar)

...o tempo a passar


A saída está próxima

Basta parar

de insistentemente

Querer olhar

E perceber

Lá fora

Alguém a te esperar

sábado, 23 de maio de 2009

Desejo Reprimido


É uma madrugada fria...

Por que não me escutas?

...

Estou falando contigo...

Nada vai mudar a realidade,

Nem mesmo o seu silêncio.

Eu sei que é difícil assumir.

Sinto o frio que vem de fora

Entrando em meu corpo

Tocando minha alma...

Agonia que não passa

A batida do coração parece,

Parece, parece...

Passos apressados

Que não saem do lugar

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Queria que me compreendesse

Sentir a dor que eu sinto

Caminhar pelo Caminho que trilho

Se ao menos demonstrasse interesse.

Poderia ter uma chance

Uma oportunidade única,

A dor que daria alegria

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Pode ser demasiadamente tarde o Amanhã

O Hoje pode ser sua última chance.

Depois que estiveres lá

Retorno será inviável

Escute-me, minhas palavras

Simples palavras (futuro complexo)

Nelas há sabedoria,

Imparcialidade

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Vou prestar conta mais tarde

Não quero carregar a culpa

Ajude-me

A satisfazer o desejo reprimido

Eternamente

Do meu coração

...



sexta-feira, 27 de março de 2009

A Rua Sem Árvores


Na rua sem árvores
Não se tem prazer em passear
Sonhos não se realizam
Os pássaros evitam sobrevoar
Demasiadamente mórbida é a aurora
Não há nada de belo pra olhar

Belos podem ser os carros
Que passam por ela
Mas são belezas passageiras
Que vem e que vão
Num piscar de olhos
Sem deixar vestígios pelo chão

Aos poetas idôneos
Essa rua inspira poemas
Para vizinhos errôneos
Deflagra problemas

Tristes moradores
Triste poema
Triste rua sem árvores...
ADPS

sexta-feira, 6 de março de 2009

Deixe que isso seja suficiente


Eu gostaria de ter o que eu precisava

Para ser independente

Porque me sinto tão agoniado

Estou me sentindo sozinho

E nada disso parece ajudar-me

E eu não tenho planos!

Sou um avião à plena luz do sol

Sem lugar para pousar
E tudo o que vejo jamais poderia me fazer feliz

E meus castelos de areia passam seu tempo em colapsos
Deixe-me saber que você me ouve

Deixe-me conhecer seu toque

Deixe-me saber que você me ama

Deixe que isso seja suficiente
Amanhã é meu aniversário

Ninguém aqui poderia saber...

Eu nasci nesta quinta-feira 22 anos atrás
E tudo o que eu vejo é história repetida

Sim, quem sou eu?

Apenas uma criança que sabe

Ser necessitada