sexta-feira, 27 de março de 2009

A Rua Sem Árvores


Na rua sem árvores
Não se tem prazer em passear
Sonhos não se realizam
Os pássaros evitam sobrevoar
Demasiadamente mórbida é a aurora
Não há nada de belo pra olhar

Belos podem ser os carros
Que passam por ela
Mas são belezas passageiras
Que vem e que vão
Num piscar de olhos
Sem deixar vestígios pelo chão

Aos poetas idôneos
Essa rua inspira poemas
Para vizinhos errôneos
Deflagra problemas

Tristes moradores
Triste poema
Triste rua sem árvores...
ADPS

sexta-feira, 6 de março de 2009

Deixe que isso seja suficiente


Eu gostaria de ter o que eu precisava

Para ser independente

Porque me sinto tão agoniado

Estou me sentindo sozinho

E nada disso parece ajudar-me

E eu não tenho planos!

Sou um avião à plena luz do sol

Sem lugar para pousar
E tudo o que vejo jamais poderia me fazer feliz

E meus castelos de areia passam seu tempo em colapsos
Deixe-me saber que você me ouve

Deixe-me conhecer seu toque

Deixe-me saber que você me ama

Deixe que isso seja suficiente
Amanhã é meu aniversário

Ninguém aqui poderia saber...

Eu nasci nesta quinta-feira 22 anos atrás
E tudo o que eu vejo é história repetida

Sim, quem sou eu?

Apenas uma criança que sabe

Ser necessitada

Chuva


Já é passada a meia noite, me preparo para ir dormir, estou sem sono, chove lá fora. O clima ultimamente tem estado muito abafado e o calor insuportável, essa chuva – há muito tempo esperada - cai com uma compulsão como o fogo busca saciar sua fome, mas ela é finita e não pode se multiplicar como as chamas que insaciavelmente desejam combustível.

Meu sono é parecido com a água da chuva, tem limite, o suficiente para descansar meu corpo. Já meus sonhos são semelhantes ao fogo que dependem unicamente da minha vontade de lhe dar o que queimar para manter-se aceso: crença.

Posso descrever a chuva como uma enxurrada de pensamentos e idéias que me vem à cabeça. Por mais que caia em demasia, nunca é suficiente e o único mal que pode fazer a mim é provocar uma enchente se eu não mantiver limpos os bueiros que escoam aquilo que é supérfluo para os meus princípios e que pode poluir minha mente.
De Souza