
Já é passada a meia noite, me preparo para ir dormir, estou sem sono, chove lá fora. O clima ultimamente tem estado muito abafado e o calor insuportável, essa chuva – há muito tempo esperada - cai com uma compulsão como o fogo busca saciar sua fome, mas ela é finita e não pode se multiplicar como as chamas que insaciavelmente desejam combustível.
Meu sono é parecido com a água da chuva, tem limite, o suficiente para descansar meu corpo. Já meus sonhos são semelhantes ao fogo que dependem unicamente da minha vontade de lhe dar o que queimar para manter-se aceso: crença.
Posso descrever a chuva como uma enxurrada de pensamentos e idéias que me vem à cabeça. Por mais que caia em demasia, nunca é suficiente e o único mal que pode fazer a mim é provocar uma enchente se eu não mantiver limpos os bueiros que escoam aquilo que é supérfluo para os meus princípios e que pode poluir minha mente.
De Souza
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