segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sobre chuva e cães


A alameda está vazia

Estou só

A chuva parece querer me perturbar

O som das gotas

que tocam o chão

Eternizam minhas agonias;


O tempo não passa

Como é deprimente!

A chuva não me toca

estou abrigado

mas,

consegue ela um efeito

produzir em minha mente

muito pior

que um corpo doente.


Ao meu lado

com uma invejável calma

dois cães

para os quais

a tempestade parece normal.


Suas calmas cobiço

suas sinas de

quando quiserem,

descansar...


Ponho meu olhar

na grande elevação

à minha frente

sua imponência

de um vulto atormentador.


Caio em mim

olhos as horas

passou-se pouco o tempo

(suspiro)


Onde estão os cães?

novamente,

sem ninguém ao

redor

percebo

estou só.


Alexandre D. P. de Souza

Nenhum comentário:

Postar um comentário