
A alameda está vazia
Estou só
A chuva parece querer me perturbar
O som das gotas
que tocam o chão
Eternizam minhas agonias;
O tempo não passa
Como é deprimente!
A chuva não me toca
estou abrigado
mas,
consegue ela um efeito
produzir em minha mente
muito pior
que um corpo doente.
Ao meu lado
com uma invejável calma
dois cães
para os quais
a tempestade parece normal.
Suas calmas cobiço
suas sinas de
quando quiserem,
descansar...
Ponho meu olhar
na grande elevação
à minha frente
sua imponência
de um vulto atormentador.
Caio em mim
olhos as horas
passou-se pouco o tempo
(suspiro)
Onde estão os cães?
novamente,
sem ninguém ao
redor
percebo
estou só.
Alexandre D. P. de Souza
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