sábado, 14 de novembro de 2009

do Passado

Os Velhos Fantasmas
voltaram a atacar
Desta vez é real
Já não basta o meu sonhar

Não restam opções
A não ser
Entre realidade e ilusões
Me defender

Protejo o Presente
para não
Perder o Futuro
os fantasmas
atacam no escuro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sobre chuva e cães


A alameda está vazia

Estou só

A chuva parece querer me perturbar

O som das gotas

que tocam o chão

Eternizam minhas agonias;


O tempo não passa

Como é deprimente!

A chuva não me toca

estou abrigado

mas,

consegue ela um efeito

produzir em minha mente

muito pior

que um corpo doente.


Ao meu lado

com uma invejável calma

dois cães

para os quais

a tempestade parece normal.


Suas calmas cobiço

suas sinas de

quando quiserem,

descansar...


Ponho meu olhar

na grande elevação

à minha frente

sua imponência

de um vulto atormentador.


Caio em mim

olhos as horas

passou-se pouco o tempo

(suspiro)


Onde estão os cães?

novamente,

sem ninguém ao

redor

percebo

estou só.


Alexandre D. P. de Souza

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Agonia

Este lugar é horrível quando chove, a dor parece insuportável. O tempo parece não passar e com o decorrer do mesmo, a angústia de estar em um espaço morbidamente exaustivo só amplifica o (quase) incontrolável desejo de deixar tudo para trás e nunca, jamais voltar...

sábado, 4 de julho de 2009

A casa e o tempo (lá fora)


O tempo é um círculo

Que um dia se fechará

Por onde passa

Deixa suas marcas

Lá fora

Um dia acabará

E só Deus sabe

Onde vai ''parar''


Preso numa casa

De cômodos vazios

Recheada de portas

Que levam ao nada

Aposentos que não se repetem

(casa infinita)

E

Lá fora...

(que nunca vai acabar)

...o tempo a passar


A saída está próxima

Basta parar

de insistentemente

Querer olhar

E perceber

Lá fora

Alguém a te esperar

sábado, 23 de maio de 2009

Desejo Reprimido


É uma madrugada fria...

Por que não me escutas?

...

Estou falando contigo...

Nada vai mudar a realidade,

Nem mesmo o seu silêncio.

Eu sei que é difícil assumir.

Sinto o frio que vem de fora

Entrando em meu corpo

Tocando minha alma...

Agonia que não passa

A batida do coração parece,

Parece, parece...

Passos apressados

Que não saem do lugar

-------

Queria que me compreendesse

Sentir a dor que eu sinto

Caminhar pelo Caminho que trilho

Se ao menos demonstrasse interesse.

Poderia ter uma chance

Uma oportunidade única,

A dor que daria alegria

-------

Pode ser demasiadamente tarde o Amanhã

O Hoje pode ser sua última chance.

Depois que estiveres lá

Retorno será inviável

Escute-me, minhas palavras

Simples palavras (futuro complexo)

Nelas há sabedoria,

Imparcialidade

-------

Vou prestar conta mais tarde

Não quero carregar a culpa

Ajude-me

A satisfazer o desejo reprimido

Eternamente

Do meu coração

...



sexta-feira, 27 de março de 2009

A Rua Sem Árvores


Na rua sem árvores
Não se tem prazer em passear
Sonhos não se realizam
Os pássaros evitam sobrevoar
Demasiadamente mórbida é a aurora
Não há nada de belo pra olhar

Belos podem ser os carros
Que passam por ela
Mas são belezas passageiras
Que vem e que vão
Num piscar de olhos
Sem deixar vestígios pelo chão

Aos poetas idôneos
Essa rua inspira poemas
Para vizinhos errôneos
Deflagra problemas

Tristes moradores
Triste poema
Triste rua sem árvores...
ADPS

sexta-feira, 6 de março de 2009

Deixe que isso seja suficiente


Eu gostaria de ter o que eu precisava

Para ser independente

Porque me sinto tão agoniado

Estou me sentindo sozinho

E nada disso parece ajudar-me

E eu não tenho planos!

Sou um avião à plena luz do sol

Sem lugar para pousar
E tudo o que vejo jamais poderia me fazer feliz

E meus castelos de areia passam seu tempo em colapsos
Deixe-me saber que você me ouve

Deixe-me conhecer seu toque

Deixe-me saber que você me ama

Deixe que isso seja suficiente
Amanhã é meu aniversário

Ninguém aqui poderia saber...

Eu nasci nesta quinta-feira 22 anos atrás
E tudo o que eu vejo é história repetida

Sim, quem sou eu?

Apenas uma criança que sabe

Ser necessitada

Chuva


Já é passada a meia noite, me preparo para ir dormir, estou sem sono, chove lá fora. O clima ultimamente tem estado muito abafado e o calor insuportável, essa chuva – há muito tempo esperada - cai com uma compulsão como o fogo busca saciar sua fome, mas ela é finita e não pode se multiplicar como as chamas que insaciavelmente desejam combustível.

Meu sono é parecido com a água da chuva, tem limite, o suficiente para descansar meu corpo. Já meus sonhos são semelhantes ao fogo que dependem unicamente da minha vontade de lhe dar o que queimar para manter-se aceso: crença.

Posso descrever a chuva como uma enxurrada de pensamentos e idéias que me vem à cabeça. Por mais que caia em demasia, nunca é suficiente e o único mal que pode fazer a mim é provocar uma enchente se eu não mantiver limpos os bueiros que escoam aquilo que é supérfluo para os meus princípios e que pode poluir minha mente.
De Souza

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Valores


"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".

Fernando Pessoa


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Poema Reverso


Não te amo mais

Estarei mentindo dizendo que

Ainda te quero como sempre quis

Tenho certeza que nada foi em vão

Sinto dentro de mim que

Você não significa nada

Não poderia dizer jamais que

Alimento um grande amor

Sinto cada vez mais que

Já te esqueci!

Jamais usaria a frase

Eu te amo!

Sinto, mas tenho que dizer a verdade

É tarde demais...



¬não se esqueça de ler o poema de trás para frente

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Oh meu Deus!


“[...] Como mentem, não consigo perdoar

E atualmente a misericórdia perfura profundamente

Se o mundo fosse como deveria

Talvez eu conseguisse dormir um pouco

E quando me deito

Sonho que somos melhores

Os padrões se vão e os rostos brilham.

Quando acordamos odiamos o próximo

E ainda nos esforçamos para machucar uns aos outros

Às vezes posso fechar meus olhos

E todo medo que me mantém calado

Cai sob minha dificultada respiração

O que me torna tão mal resolvido?

Todos têm a chance de matar

Todos sentem a necessidade de um milagre

E ainda queremos lembrar

Que a dor vale o despojo

Às vezes quando perco o controle

Fico imaginando o que fazer sobre o céu

Todas as vezes que pensei em chegar lá em cima

Todas as vezes que tive que ceder[...]".
“A preguiça é a mãe de todos os vícios, e como mãe, deve ser respeitada!”

Verdade

"A Verdade não é monopólio de ninguém;é patrimônio comum das inteligências."
Leonel Franca, S. J.

Raciocínio

“O cérebro é uma coisa maravilhosa, todos deveriam ter um!”